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Leituras lentas
Preferimos um painel que se lê em três minutos a um relatório que ocupa uma manhã. Quando há pressa, costuma faltar a métrica certa, não o detalhamento.
Sobre Nº 03 — Estúdio
Começamos em uma sala emprestada na Vila Madalena, com três licenças de SQL e um quadro branco. Hoje somos onze pessoas atendendo cooperativas, redes de varejo, operadoras hidrelétricas e duas editoras independentes — todas dentro do estado de São Paulo, com exceção da cooperativa de café em Carmo de Minas.
Lemos planilhas longas e antigas. Conversamos com o pessoal do balcão. Desenhamos painéis no papel antes de tocar em qualquer ferramenta. Quando o trabalho funciona, o cliente esquece que estamos lá — e isso, para nós, é o sinal.
Não são regras inegociáveis, mas voltam sempre — quando um painel pede mais espaço, quando um cliente pede mais cor, quando um indicador não convence ninguém.
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Preferimos um painel que se lê em três minutos a um relatório que ocupa uma manhã. Quando há pressa, costuma faltar a métrica certa, não o detalhamento.
02
Um indicador útil sobrevive à troca de gestor e à reforma do sistema. Antes de colocar qualquer número no painel, perguntamos como ele se comporta daqui a dezoito meses.
03
O primeiro mês de cada projeto é quase todo conversa — com quem decide, com quem registra, com quem opera. O SQL vem depois e fica melhor por isso.
04
Entregamos o repositório, a documentação e o tempo de mão. Em nenhum momento o cliente fica dependente de uma licença nossa para abrir o próprio painel.
05
Aceitamos no máximo seis projetos por trimestre. Cabe na agenda do estúdio e dá tempo de o time entender o setor de cada cliente antes de propor qualquer coisa.
06
Todo painel sai acompanhado de um caderno explicando origem dos dados, decisões de modelagem e limites conhecidos. O caderno permanece útil quando o autor já saiu.
Sócia · Modelagem
Quinze anos lendo bancos de dados de varejo. Antes do estúdio, coordenou inteligência de mercado em uma rede de supermercados do litoral sul.
Sócio · Estatística
Mestre em estatística pela USP. Especialista em séries temporais e em explicar por que a maioria delas não conta a história inteira.
Direção · Pesquisa
Antropóloga de formação, faz a ponte entre as conversas de campo e a modelagem técnica. Lidera os diagnósticos iniciais.
Engenharia · Dados
Cuida da camada de ingestão e da arquitetura interna do estúdio. Documentação meticulosa, repositórios sempre arrumados.